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Presença Feminina na Alta Liderança Avança no Brasil

  • 6 de mar.
  • 2 min de leitura

No ritmo atual, a paridade de gênero em cargos de gestão só deve ser alcançada em 2051, segundo estudo da Grant Thornton


Apresença feminina na alta liderança ao redor do mundo recuou no último ano. Segundo o relatório Women in Business 2026, divulgado pela empresa global, divulgado pela empresa global de consultoria e auditoria Grant Thornton, que analisou 15 mil empresas de médio porte em mais de 35 países, a representação de mulheres em posições de alta gestão caiu 1,1 ponto percentual, chegando a 32,9% em 2026.


“Nos últimos anos, programas de diversidade e equidade perderam a centralidade em termos de investimento”, afirma Élica Martins, sócia de auditoria da Grant Thornton. “O avanço da equidade de gênero não é linear e pode sofrer retrocessos quando deixa de ser tratado como prioridade estratégica.”


Mantida a trajetória atual, de avanços tímidos e retrocessos, a pesquisa aponta que a paridade de gênero em cargos de liderança só deve ser alcançada em 2051.


Brasil na contramão do mundo


O Brasil ocupa a 12ª posição no ranking entre os países analisados pelo estudo. Embora tenha caído uma posição em relação a 2024, a participação feminina na alta liderança brasileira segue avançando, passando de 37% para 37,7% (acima da média global, de 32,9%). “O Brasil está na contramão do que vemos no mundo”, diz Martins. “Pelo índice atual e pelas projeções de crescimento, esperamos que o país avance ainda mais nos próximos anos.”


Um dos fatores que ajudam a explicar esse movimento é a pressão crescente de investidores e da cadeia de fornecedores. “Companhias maiores, que costumam ter programas de diversidade mais estruturados, passaram a exigir o mesmo de seus fornecedores”, explica. “Muitas empresas de médio porte se movimentaram a partir dessa cobrança.”


Mulheres na alta liderança faz bem para o negócio


Mais do que uma pauta social, a equidade de gênero na liderança também se mostra uma estratégia de negócios. Entre as empresas que pretendem ampliar suas iniciativas nessa agenda, 73% registraram crescimento de receita acima de 5%, 56,2% aumentaram o número de colaboradores e 48,8% ampliaram as exportações em 2025.“Empresas com maior diversidade tendem a ter mais lucratividade, porque produtos e serviços desenvolvidos por pessoas com perspectivas diferentes alcançam públicos mais amplos e geram mais valor e retorno financeiro.”


Os executivos entrevistados pela pesquisa também reconhecem impactos positivos da diversidade na gestão. “Lideranças mais diversas contribuem para maior inovação, decisões mais assertivas e melhor desempenho organizacional”, afirma Martins.






























 
 
 

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